Twitter, Jornal ou Mídia Self Service?

Toda vez que penso em Jornal Self Service me lembro do Cacau, um amigo que tinha uma banca de jornais na Rua Veneza em São Paulo. Naqueles tempos eu corria no parque do Ibirapuera e depois da corrida passava na banca do Cacau para tomar uma água mineral.Um dia eu vi o Cacau todo atrapalhado com uma planilha no computador. Ele mexia na planilha e pegava um caderno de um dos jornais, mexia mais um pouco e  pegava um caderno de outro jornal. até que eu perguntei. Cacau o que vc está fazendo? E ele me respondeu. Estou montando um jornal self service, e em seguida explicou. A pessoa vem até a banca e pede: eu quero o divirta-se do Jornal da Tarde,o caderno de economia do estadão e a folha ilustrada da folha de são paulo, aí eu monto essa planilha para saber quantos jornais tenho que comprar para atender o cliente e cobrar um preço diferenciado.Nem preciso dizer que louco por novidades como sou acabei ajudando o Cacau a montar a planilha e fui ficando cada vez mais amigo dele.O que o cacau fazia de modo analógico hoje nos fazemos na Internet. Um dos motivos do enorme sucesso do twitter é que eu posso montar a informação da maneira mais adeguada para mim. Ou seja, posso acompanhar um colunista do Estado de São Paulo, outro da Folha e etc. Mais do que isso, posso ler sobre a Stock Car e ilustrar as matérias com as fotos do meu fotógrafo predileto. Mais que o jornal self service do Cacau o twitter é uma mídia self service. Mas o twitter não é só isso. Ele tb é um comunicador instantâneo sem aquela inconveniência do MSN que deixa as pessoas te perturbarem quando vc está online.

Na minha opinião o twitter está fazendo pela informação o mesmo que o Napster fez pela música. Não é a toa que já começou a gritaria dos jornais dizendo que vão cobrar pelo conteúdo. Veja o link http://www.adnews.com.br/internet.php?id=101609. A  gritaria é a mesma que as gravadoras estão fazendo há muito tempo contra o compartilhamento de arquivos na Internet.

E de novo não é a tecnologia que está errada e sim o modelo de negócio, tanto das gravadoras como dos jornais impressos. No caso da música eu tinha que levar para casa no mínimo 12 músicas para ter a faixa ou as faixas que eu gostava. No caso dos jornais, se quero ler sobre esporte por que tenho que levar o caderno de falecimentos para casa.

Para quem trabalha com avaliação de mídia espontânea como eu o problema é outro. A pergunta do momento é:  Quanto vale um link para uma notícia no twitter?

Quanto ao caderno de falecimentos, confesso que de vez em quando eu dava uma olhada para ver se tinha alguma supresa agradável.

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